Constitutional Court dismisses appeal due to failure to specify violated constitutional article in request.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court dismissed the appellant's request for review because the lower court's order admitting the appeal failed to specify the exact constitutional article violated. The appellant had challenged a rental contract eviction decree, but the initial request to the Constitutional Tribunal omitted the specific constitutional provision at issue. Consequently, the Court invited the appellant to provide this missing information within five days, ultimately rejecting the appeal for non-compliance with procedural requirements.
Legislator headnote
AI generatedArt. 70(1)(b) and Art. 75-A(5) of the Constitution Law; The Constitutional Court must reject a request for review if the appellant fails to identify the specific constitutional article violated and the procedural piece where the unconstitutionality was raised.
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Acórdão 145/92
ACÓRDÃO N° 145/92
Processo nº 44/92
1ª Secção
Relator: Conselheiro Tavares da Costa
Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional
Nos presentes autos em que é recorrente A. e são recorridos B. e mulher, dá-se por inteiramente reproduzido a exposição do Relator lavrado a fls. 104 a 107, nos termos do artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, remetendo-se para a respectiva fundamentação, em consequência do que se decide não tomar conhecimento do recurso.
Custas pelo recorrente com taxa de justiça que se fixa em 4 unidades de conta.
Lisboa, 7 de Abril de 1992
Alberto Tavares da Costa
Assunção Esteves
Armindo Ribeiro Mendes
Antero Alves Monteiro Diniz
Vítor Nunes de Almeida
António Vitorino
José Manuel Cardoso da Costa
Exposição a que se refere o artigo 78º-A da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro
1- A. intentou contra B. e mulher, C., no Tribunal Judicial da Comarca da Guarda, acção com o fim de obstar à denúncia do contrato de arrendamento, nos termos do artigo 19º do Decreto-Lei nº 385/88, de 25 de Outubro, pedindo que se decrete que o despejo põe em risco a subsistência económica sua e do seu agregado familiar, mantendo-se, consequentemente, o contrato em causa.
Contestaram os réus por excepção e impugnação e respondeu o autor.
Por sentença de 21 de Dezembro de 1990, o Senhor Juiz do Tribunal Judicial daquela comarca julgou a acção improcedente, por não provada, e, desse modo, absolveu os réus do pedido.
Recorreu o autor para o Tribunal da Relação de Coimbra e, nas suas alegações, terminou por equacionar a questão da inconstitucionalidade do Decreto-Lei nº 385/88, "por violação do princípio da proibição de aplicação retroactiva das leis" e, ainda, na vertente orgânica, "por ter sido publicado após ter expirado o prazo de autorização legislativa concedido pela Lei nº 76/ 68".
2. - A Relação de Coimbra, por acórdão de 22 de Outubro de 1991, confirmou a sentença recorrida, considerando improcedente a matéria alegada pelo recorrente e, condensada nas respectivas conclusões, nomeadamente no que às questões de inconstitucionalidade concerne.
Reagiu, então, o mesmo para o Tribunal Constitucional atravessando um requerimento onde, singelamente, declara não se poder conformar com o acórdão na questão concreta de inconstitucionalidade suscitada, dele pretendendo interpor recurso para c Tribunal Constitucional.
O Senhor Desembargador relator admitiu o recurso, não obstante o disposto no artigo 75º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, concedendo-lhe o regime de subida imediata, nos próprios autos e com efeito suspensivo.
3- Neste Tribunal Constitucional, por força do despacho de 6 de Fevereiro último, foi o recorrente notificado, nos termos do nº 5 e para os efeitos previstos nos n°s 1 e 2, todos daquele artigo 75º-A.
Nada disse.
4- Dispõe o nº 1 deste normativo dever o requerimento de interposição de recurso para o Tribunal Constitucional indicar a alínea do nº 1 do artigo 70º da Lei nº 28/82 ao abrigo da qual o recurso é interposto e a norma cuja inconstitucionalidade se pretende que o Tribunal aprecie.
Tratando-se de recurso ao abrigo da alínea b) do nº 1 do artigo 70º - como seria o caso - acrescenta o nº 2 da mesma disposição dever constar ainda do requerimento a indicação da norma ou princípio constitucional que se considera violado bem como da peça processual em que foi suscitada a questão de inconstitucionalidade.
Não tendo observado o disposto naqueles preceitos, foi o recorrente convidado, de acordo com o nº 5 do artigo 75º-A, a prestar essa indicação no prazo de cinco dias.
Como nem assim supriu a omissão das indicações exigidas pela lei, face ao que dispõe o nº 2 do artigo 76º do mesmo diploma deve o Tribunal Constitucional indeferir o requerimento de interposição do recurso, dele não tomando conhecimento.
5. - Notifiquem-se as partes nos termos e para os efeitos do nº 1 do artigo 78º-A da Lei nº 28/82
Lisboa, 27 de Fevereiro de 1992
Alberto Tavares da Costa