Portuguese Constitutional Court declares prior invalidity ruling inapplicable due to later general invalidity declaration.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court denied the Public Prosecutor's appeal against a labor court decision that had previously declared a specific regulation unconstitutional. While the labor court had refused to apply Article 3(b)(ii) of Portaria 760/85 based on its own finding of unconstitutionality, the Constitutional Court later issued a general declaration invalidating that same article. Consequently, the Court applied the newer general ruling to the pending case, thereby confirming the original labor court decision despite the procedural delay.
Legislator headnote
AI generatedArt. 201.º, n.º 1, alínea a) da CRP; When a specific declaration of unconstitutionality is superseded by a general declaration of unconstitutionality with binding force, the earlier specific ruling loses its effect and the general ruling applies to the case.
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ACÓRDÃO N° 410/91
ACÓRDÃO N.º 410/91
Processo n.º 382/90
1.ª Secção
Relator: Conselheiro António Vitorino
Acordam, na 1.ª Secção do Tribunal Constitucional:
I
1. Por despacho de 26 de Novembro de 1990, o juiz do Tribunal de Trabalho de Viana do Castelo homologou o acordo celebrado entre a sinistrada em acidente de trabalho A. e a ALIANÇA SEGURADORA – E. P., que atribuiu à sinistrada a pensão anual de 7.587$00. Por despacho de 28 de Novembro de 1990, o mesmo juiz autorizou a remissão dessa pensão, determinando que no cálculo do respectivo capital fosse aplicada a Tabela I anexa à Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro, por se recusar, com fundamento em inconstitucionalidade, a aplicação da norma constante da alínea b), do n.º 3, da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro.
2. Deste despacho o Ministério Público interpôs recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional, versando a questão da inconstitucionalidade da norma desaplicada no processo.
Na pendência do processo no Tribunal Constitucional, foi publicado no Diário da República, I Série A, n.º75, de 1 de Abril de 1991 o Acórdão n.º 61/91, de 13 de Março deste mesmo Tribunal, em que se declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, por violação do disposto no artigo 201.º, n.º 1, alínea a) da Constituição da República Portuguesa.
Decorrido o prazo para alegações, apenas as apresentou o Procurador-Geral Adjunto junto deste Tribunal.
3. Corridos os vistos legais, nada mais resta senão proceder à aplicação ao caso concreto da referida declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral.
II
Termos em que, aplicando aos autos a declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral constante do Acórdão n.º 61/91, decide-se negar provimento ao recurso e confirmar, na parte impugnada, a decisão recorrida.
Lisboa, 5 de Novembro de 1991
António Vitorino
Maria da Assunção Esteves
Armindo Ribeiro Mendes
Vítor Nunes de Almeida
Alberto Tavares da Costa
José Manuel Cardoso da Costa