Portuguese Constitutional Court dismisses appeal upholding previously declared unconstitutional criminal law provisions.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court rejected the mandatory appeal filed by the Public Prosecutor regarding the constitutionality of specific articles in a criminal decree-law. Although the accused had been acquitted because the court deemed these provisions unconstitutional, the Prosecutor argued for their validity before this Tribunal. The court refused to alter its established precedent from earlier decisions, thereby maintaining the prior finding of unconstitutionality.
Legislator headnote
AI generatedArt. 24.º, n.º 1, da CRP; Art. 26.º, n.º 1, da CRP: The Constitutional Court reaffirms its binding precedent declaring specific criminal law provisions unconstitutional and dismisses subsequent appeals challenging their validity.
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ACÓRDÃO N° 344/91
ACÓRDÃO N.º 344/91
Processo n.º 99/91
2ª Secção
Relator: Conselheiro Luís Nunes de Almeida (Sousa Brito)
A. foi acusado no 3.º Juízo Correccional Tribunal Judicial da comarca de Lisboa, da prática de um crime de desobediência qualificada. Todavia, veio a ser absolvido por o juiz ter considerado que as normas constantes dos artigos 10.º, n.º1, e 13.º, n.º1, do Decreto-Lei n.º14/84, de 11 de Janeiro, eram inconstitucionais.
Desta decisão foi interposto recurso obrigatório pelo Ministério Público.
Neste Tribunal, o Exmo. Procurador-Geral Adjunto alegou, sustentando a não inconstitucionalidade das normas em causa.
Dispensados os vistos, cumpre decidir.
O Tribunal Constitucional e, concretamente, a sua 2ª Secção, já teve ocasião de julgar organicamente inconstitucionais as normas dos referidos artigos 10.º, n.º1, e 132, n.º1, do Decreto-Lei n.º 14/84, designadamente nos Acórdãos n.º 155/91 e n.º 160/91, de que se juntam fotocópias aos autos.
Não havendo motivo para alterar essa jurisprudência, reafirma-se aqui a fundamentação aduzida nos mencionados arestos, que se dá por inteiramente reproduzida.
Nestes termos, nega-se provimento ao recurso.
Lisboa, 3 de Julho de 1991.
Luís Nunes de Almeida
Mário de Brito
Fernando Alves Correia
Messias Bento
José de Sousa e Brito (vencido nos termos da minha declaração de voto junta ao acórdão n.º 155/91).
Bravo Serra (vencido, pelos fundamentos constantes das declarações de voto por apenso nos Acs. 155/91 e 160/91).
José Manuel Cardoso da Costa