Constitutional Court declares prior pension calculation rule unconstitutional and confirms lower court decision based on new ruling.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court dismissed the Public Prosecutor's appeal regarding a work accident pension calculation. While the lower court had refused to apply a specific administrative regulation, the Court had already declared that same regulation unconstitutional in a prior decision. Consequently, the Court applied the new constitutional ruling to the pending case, confirming the original lower court decision.
Legislator headnote
AI generatedArt. 201.º, n.º 1, alínea a) da Constituição da República Portuguesa; When a norm is declared unconstitutional with general binding force, the court must apply that declaration to the pending case, negating the appeal against the decision based on the invalid norm.
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ACÓRDÃO N
ACÓRDÃO N.º 327/91
Processo n.º 251/91
1ª Secção
Relator: Conselheiro António Vitorino
Acordam, na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:
I
1. Por despacho de 11 de Maio de 1988, o juiz do Tribunal de Trabalho de Castelo Branco homologou o acordo celebrado entre o sinistrado em acidente de trabalho A. e a B. – Companhia de Seguros S.A., acordo esse que atribuiu ao sinistrado a pensão anual e vitalícia de 57.214$50. Por despacho de 12 de Março de 1991 o mesmo juiz autorizou a remissão dessa pensão, determinando que no cálculo do respectivo capital fosse aplicada a Tabela I anexa à Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro, por se recusar, com fundamento em inconstitucionalidade, a aplicação da norma constante da alínea b), do n.º 3, da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro.
2. Deste despacho o Ministério Público interpôs recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional, versando a questão da inconstitucionalidade da norma desaplicada no processo.
Na pendência do processo no Tribunal Constitucional, foi publicado no Diário da República, I Série A, n.º 75, de 1 de, Abril de 1991 o Acórdão n.º 61/91, de 13 de Março deste mesmo Tribunal, em que se declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, por violação do disposto no artigo 201.º, n.º 1, alínea a) da Constituição da República Portuguesa.
Decorrido o prazo para alegações, apenas as apresentou o Procurador-Gera1 Adjunto junto deste Tribunal.
3. Pelo que, tendo o Relator dispensado os vistos legais, nada mais resta senão proceder à aplicação ao caso concreto da referida declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral.
II
Termos em que, aplicando aos autos a declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral constante do Acórdão n.º 61/31, decide-se negar provimento ao recurso e confirmar, na parte impugnada, a decisão recorrida.
Lisboa, 1 de Julho de 1991
António Vitorino
Armindo Ribeiro Mendes
Antero Alves Monteiro Diniz
Vítor Nunes de Almeida
Alberto Tavares da Costa
Maria da Assunção Esteves
José Manuel Cardoso da Costa