Constitutional court declares prior invalidity ruling inapplicable due to later general invalidity declaration of the contested norm.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court dismissed the mandatory appeal filed by the Public Prosecutor regarding the unconstitutionality of a specific administrative regulation. The lower court had previously declared the norm unconstitutional based on Article 201(1)(a) of the Constitution, but a later decision by the same court declared the same norm generally unconstitutional with binding force. Consequently, the court applied the newer general declaration to the specific case, negating the appeal and confirming the original judgment.
Legislator headnote
AI generatedArt. 201.º, n.º 1, alínea a) da Constituição da República Portuguesa; When a norm previously declared unconstitutional in a specific case is subsequently declared generally unconstitutional with binding force, the specific declaration becomes inapplicable and the general one prevails.
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ACÓRDÃO N
ACÓRDÃO N.º 325/91
Processo n.º 184/91
1ª Secção
Relator: Conselheiro António Vitorino
Acordam, na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:
I
1. Por sentença de 20 de Fevereiro de 1991, o juiz do Tribunal de Trabalho da Covilhã condenou as rés FIDELIDADE – Grupo Segurador, A. S. A. a pagar ao sinistrado em acidente de trabalho B. a pensão anual e vitalícia de 23.865$50, obrigatoriamente remível, determinando que, no cálculo do respectivo capital, se utilizasse a Tabela I anexa á Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro, por recusar a aplicação da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, com fundamento na sua inconstitucionalidade.
2. Deste despacho o Ministério Público interpôs recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional, versando a questão da inconstitucionalidade da norma desaplicada no processo.
Neste Tribunal apenas alegou o Procurador-Gera1 Adjunto.
3. Na pendência do processo, foi publicado no Diário da República, I Série A, n.º 75, de 1 de Abril de 1991 o Acórdão n.º 61/91, de 13 de Março deste Tribunal Constitucional, em que se declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, por violação do disposto no artigo 201.º, n.º 1, alínea a) da Constituição da República Portuguesa.
Pelo que, tendo o Relator dispensado os vistos legais, nada mais resta senão proceder à aplicação ao caso concreto da referida declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral.
II
Termos em que, aplicando aos autos a declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral constante do Acórdão n.º 61/91, decide-se negar provimento ao recurso e confirmar, na parte impugnada, a decisão recorrida.
Lisboa, 1 de Julho de 1991
António Vitorino
Armindo Ribeiro Mendes
Antero Alves Monteiro Diniz
Vítor Nunes de Almeida
Alberto Tavares da Costa
Maria da Assunção Esteves
José Manuel Cardoso da Costa