Constitutional court dismisses appeal confirming pension calculation based on previously declared unconstitutional norms.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court dismissed the mandatory appeal filed by the Public Prosecutor regarding the application of specific pension calculation norms. While the Court had previously declared these same norms unconstitutional in a separate ruling, it applied that declaration to the current case to confirm the lower court's decision. Consequently, the pension was recalculated using the old tables instead of the contested ones.
Legislator headnote
AI generatedArt. 201.º, n.º 1, alínea a) da CRP; Art. 55.º, alínea d) e Art. 57.º, n.º 2, alínea a) da LF de 1982: When a norm is declared unconstitutional with general binding force, the court must apply that declaration to the specific case, thereby negating the appeal challenging the application of the invalid norm.
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ACÓRDÃO N
ACÓRDÃO N.º 320/91
Processo n.º 108/91
1ª Secção
Relator: Conselheiro António Vitorino
Acordam, na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:
1. Por despacho de 13 de Dezembro de 1990, o juiz do 3.º Juízo do Tribunal de Trabalho do Porto homologou o acordo celebrado entre a sinistrada em acidente de trabalho A. e a SOCIEDADE PORTUGUESA DE SEGUROS que atribuiu àquela sinistrada a pensão anual e vitalícia de 35.883$00. Por despacho de 28 de Janeiro de 1991 foi autorizada a remição dessa pensão, tendo o juiz determinado que, no cálculo do respectivo capital, se utilizassem as tabelas anexas à Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro, por se recusar com fundamento em inconstitucionalidade, a aplicação das normas constantes da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro e do artigo 42 do Decreto-Lei n.º 466/85, de 5 de Novembro, na parte em que deu nova redacção ao artigo 65.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 360/71, de 31 de Agosto.
2. Deste despacho o Ministério Público interpôs recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional, versando a questão da inconstitucionalidade das referidas normas desaplicadas no processo.
Na pendência do processo no Tribunal Constitucional, foi publicado no Diário da República, I Série A, n.º 75, de 1 de Abril de 1991 o Acórdão n.º 61/91, de 13 de Março deste mesmo Tribunal, em que se declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro e do artigo 65.º do Decreto n.º 360/71, de 21 de Agosto, na redacção do Decreto-Lei n.º 466/ 85, de 5 de Novembro, a primeira por violação do disposto no artigo 201°., n.º 1, alínea a) da Constituição da República Portuguesa e a segunda por violação do disposto nos artigos 55.º, alínea d) e 57.º, n.º 2, alínea a) da Lei Fundamental na redacção de 1982.
Decorrido o prazo para alegações, apenas as apresentou o Procurador-Geral Adjunto junto deste tribunal.
3. Tendo o Relator dispensado os vistos legais, nada mais resta senão proceder à aplicação ao caso concreto da referida declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória gera1.
II
Termos em que, aplicando aos autos a declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral constante do Acórdão n.º 61/91, decide-se negar provimento ao recurso e confirmar, na parte impugnada, a decisão recorrida.
Lisboa, 1 de Julho de 1991
António Vitorino
Armindo Ribeiro Mendes
Antero Alves Monteiro Diniz
Vítor Nunes de Almeida
Alberto Tavares da Costa
Maria da Assunção Esteves
José Manuel Cardoso da Costa