Constitutional Court dismisses appeal applying general invalidity declaration to work accident pension calculation tables.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court denied the mandatory appeal regarding a labor accident case where the lower court refused to apply invalid pension tables. The Prosecutor General argued that the general declaration of unconstitutionality from a prior ruling should be applied. The Court ruled that since the invalidity declaration was already published, the lower court's decision to apply it was correct, thus dismissing the appeal.
Legislator headnote
AI generatedArt. 281.º and Art. 282.º of the Constitution; The Constitutional Court must apply a previously declared general unconstitutionality to pending cases, thereby dismissing appeals that contest the mandatory application of such declarations.
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ACÓRDÃO n
ACÓRDÃO n.º 287/91
Processo n.º 71/91
1.ª Secção
Relator: Conselheiro Vítor Nunes de Almeida
Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:
1- No presente processo emergente de acidente de trabalho e em que é sinistrado A. e responsável a Companhia de Seguros Bonança, E.P. O, que corre termos no Tribunal do Trabalho do Porto, o digno Agente do Ministério Público junto daquele Tribunal veio interpor recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional, do despacho de 17 de Janeiro de 1991 (fls. 40), do senhor juiz daquele Tribunal que recusou a aplicação, por inconstitucionalidade, da norma constante da alínea b) do n.º3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, mandando aplicar ao cálculo do capital da remição da pensão fixada nos autos as tabelas anexas á Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro.
2- Apenas o Procurador-Geral Adjunto em exercício neste Tribunal apresentou alegações nas quais sustentou apenas caber fazer aplicação, no caso, da declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral contida no Acórdão n.º 61/91 deste Tribunal.
3- Efectivamente, na pendência do processo, foi publicado o referido Acórdão n.º 61/91, de 13 de Março através do qual este Tribunal, em plenário, declarou, além do mais, a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, "por violação do princípio da precedência da lei – decorrente, designadamente dos n.ºs 6 e 7 do artigo 115.º e do artigo 202.º, alínea c), da Constituição e também por violação do artigo 201.º, n.º 1, alínea a), da Lei Fundamental (publicado no Diário da República. I Série A, n.º 75, de 1 de Abril de 1991).
E porque assim é, apenas haverá que proceder à aplicação ao caso dos autos da referida declaração de inconstitucional idade.
Nestes termos, de acordo com o preceituado nos artigos 281.º e 282.º da Constituição da República, aplicando aos autos a decretada declaração de inconstitucionalidade, decide-se negar provimento ao recurso, confirmando-se, na parte impugnada, a decisão recorrida.
Lisboa, 20 de Junho de 1991
Vítor Nunes de Almeida
Alberto Tavares da Costa
António Vitorino
Maria da Assunção Esteves
Armindo Ribeiro Mendes
Antero Alves Monteiro Diniz
José Manuel Cardoso da Costa