Constitutional Court dismisses appeal applying general binding force of prior inconstitutionality declaration to pending labor case.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court denied the mandatory appeal regarding a labor accident case where the lower court refused to apply a prior inconstitutionality declaration. The Procurador-Geral Adjunto argued that the binding force of Acórdão n.º 61/91 should apply to the pending proceedings involving the 'MÚTUA DOS PESCADORES'. The Court ruled that since the inconstitutionality was already declared with general binding force, the lower court's refusal was incorrect, and the appeal was dismissed to enforce the prior ruling.
Legislator headnote
AI generatedArt. 281.º and 282.º of the Constitution; The declaration of unconstitutionality with general binding force issued in a prior judgment must be applied to pending cases, rendering any refusal to apply such a declaration unlawful.
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ACÓRDÃO Nº 260/91
ACÓRDÃO N.º 260/91
Processo n.º 87/91
1ª Secção
Relator: Conselheiro Vítor Nunes de Almeida
Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:
1 - No presente processo emergente de acidente de trabalho e em que é sinistrado A. e responsável a "MÚTUA DOS PESCADORES" – Sociedade mútua de seguros, que corre termos no Tribunal do Trabalho de Viana do Castelo, o digno Agente do Ministério Público junto daquele Tribunal veio interpor recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional, do despacho de 12 de Dezembro de 1990 (fls. 23 a 24), do senhor juiz daquele Tribunal que recusou a aplicação, por inconstitucionalidade, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, mandando aplicar ao cálculo do capital da remição da pensão fixada nos autos as tabelas anexas à Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro.
2- Apenas o Procurador-Geral Adjunto em exercício neste Tribunal apresentou alegações nas quais sustentou apenas caber fazer aplicação, no caso, da declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral contida no Acórdão n.º 61/91 deste Tribunal.
3- Efectivamente, na pendência do processo, foi publicado o referido Acórdão n.º 61/91, de 13 de Março através do qual este Tribunal, em plenário, declarou, além do mais, a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, "por violação do princípio da precedência da lei – decorrente, designadamente dos n.ºs 6 e 7 do artigo 115.º e do artigo 202.º, alínea c), da Constituição e também por violação do artigo 201.º, n.º 1, alínea a), da Lei Fundamental (publicado no Diário da República, I Série A, n.º 75, de 1 de Abril de 1991).
E porque assim é, apenas haverá que proceder à aplicação ao caso dos autos da referida declaração de inconstituciona1idade.
4 - Nestes termos, de acordo com o preceituado nos artigos 281.º e 282.º da Constituição da República, aplicando aos autos a decretada declaração de inconstitucionalidade, decide-se negar provimento ao recurso, confirmando-se, na parte impugnada, a decisão recorrida.
Lisboa, 18 de Junho de 1991.
Vítor Nunes de Almeida
Alberto Tavares da Costa
António Vitorino
Maria da Assunção Esteves
Armindo Ribeiro Mendes
Antero Alves Monteiro Diniz
José Manuel Cardoso da Costa