Portuguese Constitutional Court dismisses appeal applying prior ruling invalidating specific work accident compensation regulation.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court denied the mandatory appeal filed by the Public Prosecutor regarding a labor accident case. The lower court had refused to apply a regulation declaring the relevant insurance portability tables unconstitutional. Since a prior full court decision had already invalidated that specific regulation, the Court simply applied that existing declaration to the current case.
Legislator headnote
AI generatedArt. 281.º and Art. 282.º of the Constitution; The Constitutional Court must apply a prior declaration of unconstitutionality with general binding force to pending cases, thereby dismissing appeals that challenge the constitutionality of norms already ruled invalid.
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ACÓRDÃO N
ACÓRDÃO N.º 259/91
Processo n.º 54/91
1.ª Secção
Relator: Conselheiro Vítor Nunes de Almeida
Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:
1 - No presente processo emergente de acidente de trabalho e em que é sinistrado A. e responsável a Companhia de Seguros A., SA que corre termos no Tribunal de Trabalho da Covilhã, o digno Agente do Ministério Público junto daquele Tribunal veio interpor recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional, do despacho de 28 de Janeiro de 1991 (fls. 48 a 50), do senhor juiz daquele Tribunal que recusou a aplicação, por inconstitucionalidade, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, mandando aplicar ao cálculo do capital da remição da pensão fixada nos autos as tabelas anexas à Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro.
2 - Apenas o Procurador-Geral Adjunto em exercício neste Tribunal apresentou alegações nas quais sustentou apenas caber fazer aplicação, no caso, da declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral contida no Acórdão n.º 61/91 deste Tribunal.
3- Efectivamente, na pendência do processo, foi publicado o referido Acórdão n.º 61/91, de 13 de Março através do qual este Tribunal, em plenário, declarou, além do mais, a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, "por violação do princípio da precedência da lei – decorrente, designadamente dos n.ºs 6 e 7 do artigo 115.º e do artigo 202.º, alínea c), da Constituição e também por violação do artigo 201.º, n.º 1, alínea a), da Lei Fundamental (publicado no Diário da República, I Série A, n.º 75, de 1 de Abril de 1991).
E porque assim é, apenas haverá que proceder a aplicação ao caso dos autos da referida declaração de inconstitucionalidade.
4 - Nestes termos, de acordo com o preceituado nos artigos 281.º e 282.º da Constituição da República, aplicando aos autos a decretada declaração de inconstitucionalidade, decide-se negar provimento ao recurso, confirmando-se, na parte impugnada, a decisão recorrida.
Lisboa, 18 de Junho de 1991.
Vítor Nunes de Almeida
Alberto Tavares da Costa
António Vitorino
Maria da Assunção Esteves
Armindo Ribeiro Mendes
Antero Alves Monteiro Diniz
José Manuel Cardoso da Costa