Legislator Case Law & Legislation
176/91 AI generated

Constitutional Court dismisses MP appeal confirming prior invalidation of work injury pension calculation tables.

Case Number 176/91
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court dismissed the Public Prosecutor's appeal, confirming a lower court's refusal to apply specific work injury pension calculation norms. The lower court had rejected the application of new tables based on a prior declaration of unconstitutionality. The Court ruled that since the unconstitutionality was already declared with general binding force, it could not re-examine the constitutional issue.

Legislator headnote

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Art. 280.º, n.º 1, alínea a), e 3 da Constituição; Art. 70.º, n.º 1, alínea a), e 72.º, n.º 3 da Lei n.º 28/82: Once a norm is declared unconstitutional with general binding force, the Constitutional Court cannot re-examine the same constitutional question in subsequent proceedings.

Keywords

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general binding force unconstitutional declaration re-examination prohibition work injury pension constitutional review

Cited Legislation

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Art. 280.º, n.º 1, alínea a), e 3 da Constituição
Art. 70.º, n.º 1, alínea a), e 72.º, n.º 3 da Lei n.º 28/82
artigo 281.º da Constituição
Na pendência dos presentes autos, este Tribunal, em plenário, lavrou o acórdão n.º 61/91 em que, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 281.º da Constituição, declarou, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade da norma desaplicada nos presentes autos.
artigo 202.º, alínea c) da Constituição
6 e 7 do artigo 115.º e do artigo 202.º, alínea c) da Constituição – e também por violação do artigo 201.º, n.º 1, alínea a)

Cited Case Law

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Acórdão n.º 61/91
Na pendência dos presentes autos, este Tribunal, em plenário, lavrou o acórdão n.º 61/91 em que, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 281.º da Constituição, declarou, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade da norma desaplicada nos presentes autos.
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Full text

ACÓRDÃO N

ACÓRDÃO N.º 220/91

Processo n.º 176/91

1ª Secção

Relator: Conselheiro Ribeiro Mendes

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:

I

1. No 3.º Juízo do Tribunal de Trabalho do Porto, em autos emergentes de acidente de trabalho, foi recusada a aplicação das normas da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/ 85, de 4 de Outubro, e art. 4.º do Decreto-Lei n.º 466/85, de 5 de Novembro, ao dar nova redacção ao art. 65.º, n.º 1, do Decreto n.º 360/71, de 21 de Agosto, com fundamento em inconstitucionalidade, determinando-se que o cálculo do capital da remição da pensão devida ao sinistrado A. pela Seguradora Companhia de Seguros B. se operasse com base nas tabelas anexas à Portaria n.º 632/71, de 13 de Novembro, diploma repristinado.

2. Deste despacho interpôs recurso para o Tribunal Constitucional o Agente do Ministério Público, por força do disposto nos artigos 280.º, n.º 1, alínea a), e 3 da Constituição e 70.º, n.º 1, alínea a), e 72.º, n.º.3, da Lei n.º 28/82, de 15 de Novembro, na redacção dada pela Lei n.º 85/89, de 7 de Setembro.

Este recurso foi admitido.

3. Subiram os autos ao Tribunal Constitucional, tendo apresentado alegações o Exmo. Procurador-Geral Adjunto neste Tribunal, o qual se limita a preconizar a aplicação ao caso da declaração, com força obrigatória geral, de inconstitucionalidade das normas em causa.

4. Foram dispensados os vistos legais.

Cabe agora apreciar e decidir.

II

5. Na pendência dos presentes autos, este Tribunal, em plenário, lavrou o acórdão n.º 61/91 em que, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 281.º da Constituição, declarou, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade da norma desaplicada nos presentes autos.

Com efeito, pode ler-se no referido acórdão n.º 61/91:

"Nestes termos, decide-se declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral:

a) - Da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, por violação do princípio da precedência da lei – decorrente, designadamente, dos n.ºs. 6 e 7 do artigo 115.º e do artigo 202.º, alínea c) da Constituição – e também por violação do artigo 201.º, n.º 1, alínea a)

b) - Da norma constante do artigo 65.º do Decreto n.º 360/71, de 21 de Agosto, na redacção do Decreto-Lei n.º 466/85, de 5 de Novembro, enquanto conjugado com o n.º 1 da referida portaria, por violação do preceituado nos artigos 55.º, alínea d), e 57.º, n.º 2, alínea a), da Constituição da República Portuguesa (versão de 1982) " (in Diário da República, I Série - A, n.º 75, de 1 de Abril de 1991)

6. Assim sendo, uma vez que foi declarada a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma objecto da desaplicação no despacho recorrido, não é possível a este Tribunal reapreciar a questão de legitimidade constitucional suscitada nos autos, tendo de limitar-se a aplicação ao caso concreto daquela sua anterior decisão.

III

7. Nestes termos, fazendo aplicação ao caso concreto da declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral, contida no acórdão n.º 61/91, nega-se provimento ao recurso e confirma-se o despacho recorrido.

Lisboa, 22 de Maio de 1991.

Armindo Ribeiro Mendes

Antero Alves Monteiro Diniz

Vítor Nunes de Almeida

Alberto Tavares da Costa

António Vitorino

Maria da Assunção Esteves

José Manuel Cardoso da Costa