Legislator Case Law & Legislation
333/90 AI generated

Portuguese Constitutional Court dismisses challenge to pension calculation table violating constitutional social rights.

Case Number 333/90
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

AI generated

The Constitutional Court dismissed a challenge to a labor tribunal's decision regarding the calculation of a worker's pension capital. The plaintiff argued that the court incorrectly applied an older mathematical table instead of a newer one, claiming the new table violated constitutional provisions on social rights and prohibited social regression. The court ruled that since a recent decision had already declared the newer table unconstitutional, the lower court was correct to apply the older, valid table.

Legislator headnote

AI generated

Art. 55.º, alínea d), e Art. 57.º, n.º2, alínea a) da Constituição Portuguesa; The court must apply the most recent constitutional interpretation, confirming that if a newer regulation is declared unconstitutional, the previous valid regulation remains applicable to pending cases.

Keywords

AI generated
Constitutional Review Social Rights Protection Pension Calculation Prohibition of Social Regression Legal Precedence Constitutional Interpretation Labor Law Dispute

Cited Legislation

AI generated
Art. 55.º, alínea d) da Constituição
Art. 57.º, n.º2, alínea a) da Constituição
Art. 115.º, n.º6 e 7 da Constituição
Art. 202.º, alínea c) da Constituição
Art. 201.º, n.º1, alínea a) da Lei Básica

Cited Case Law

AI generated
Acórdão n.º 61/91
Face ao exposto, em aplicação do decidido no Acórdão n.º 61/91, nega-se provimento ao recurso confirmando-se, na parte impugnada, o despacho impugnado.

Need to analyze how this precedent applies to your matter?

Cross-reference this judgment against statutes, commentaries, and subsequent citing case law inside Legislator AI.

Open in Legislator →

Full text

ACÓRDÃO N

ACÓRDÃO N.º 117/91

Processo n.º 333/90

2ª Secção

Relator: Conselheiro Bravo Serra

1. Por sentença de 4 de Outubro de 1990 lavrada no Tribunal do Trabalho de Viana do Castelo, foi condenada a "Companhia de Seguros A." a pagar a B. uma pensão anual e vitalícia em consequência de um acidente de trabalho de que aquele foi vítima e do qual resultou uma incapacidade parcial permanente de 0,03, tendo o juiz, desde logo, determinado que se procedesse ao cálculo do capital da remição da pensão, mas de acordo com a tabela de reservas matemáticas fixada pela Portaria 632/71, de 19 de Novembro e não pela fixada pela Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, dado que esta era violadora dos artigos 55.º, alínea d), e 57.º, n.º2, alínea a) ambos da Constituição.

2. É desta sentença que vem interposto o presente recurso, neste Tribunal tendo alegado o Exmo. Procurador-Geral-Adjunto o qual concluiu ser a norma desaplicada violadora da Lei Fundamental por ferimento dos seus artigos 55.º, d), e 57.º,n.º2, a), além de ainda sofrer de inconstitucionalidade material na medida em que reduz o direito dos trabalhadores com menos de 77 anos de idade à protecção contra a diminuição da capacidade para o trabalho, através da degradação do capital de remição, assim se ofendendo o princípio da proibição de retrocesso social decorrente daqueloutro da democracia económica e social.

II

1. Na pendência destes autos foi, por este Tribunal lavrado em 13 de Março último o Acórdão n.º 61/91 (publicado na 1ª Série do "Diário da República" de 1 de Abril seguinte), no qual foi declarada, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade das normas constantes da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, por violação do princípio da precedência de lei – decorrente, designadamente, dos números 6 e 7 do artigo 115.º e do artigo 202.º, alínea c), da Constituição – e também por violação do art.º 201.º, n.º1, alínea a), da Lei Básica.

2.Consequentemente, após esta decisão nada mais resta do que, ao caso "sub specie", aplicar o que da mesma resulta.

III

Face ao exposto, em aplicação do decidido no Acórdão n.º 61/91, nega-se provimento ao recurso confirmando-se, na parte impugnada, o despacho impugnado.

Lisboa, 24 de Abril de 1991.

Bravo Serra

Messias Bento

Fernando Alves Correia

Mário de Brito

Luís Nunes de Almeida

José de Sousa e Brito

José Manuel Cardoso da Costa.