Portuguese Constitutional Court declares work accident compensation table provision unconstitutional and dismisses the public prosecution's appeal.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court dismissed the public prosecution's appeal regarding the constitutionality of a specific table provision used for calculating work accident compensation capital. The public prosecution argued that the table was unconstitutional, while the lower court had already recognized its unconstitutionality and applied a different rate. The court upheld the lower court's decision by applying the prior declaration of unconstitutionality to the current case.
Legislator headnote
AI generatedPortaria n.º 632/71; The specific table provision regarding the age limit for work accident compensation is unconstitutional and must be disregarded in all future calculations.
Keywords
AI generatedCited Legislation
AI generatedCited Case Law
AI generatedFull text
ACÓRDÃO N
ACÓRDÃO N.º 100/91
Processo n.º 384/90
2ª Secção
Relator: Conselheiro Mário de Brito
A. foi vítima de um acidente de trabalho no dia 2 de Novembro de 1989, quando prestava serviço para B..
Em processo instaurado no Tribunal do Trabalho de Viana do Castelo, a Companhia de Seguros C. aceitou pagar-lhe a pensão anual de 25 092$00, obrigatoriamente remível. E o acordo foi homologado por despacho do juiz de 20 de Novembro de 1990.
Encontrando-se os autos para cálculo do capital de remição, requereu o Ministério Publico em 21 de Novembro de 1990 que se aplicasse a taxa constante da tabela I da Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro, relativa à idade atendível do sinistrado, por a alínea b) do n.º 3° da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, ser inconstitucional. E o juiz, por despacho de 22 desse mês, entendendo que tal norma e inconstitucional, mandou que no cálculo do capital de remição se utilizasse a taxa devida segundo as tabelas anexas a Portaria n.º 632/71.
Desse despacho interpôs o Ministério Público o presente recurso de constitucionalidade.
O representante do Ministério Público junto deste Tribunal alegou no sentido da inconstitucionalidade da referida norma.
Tal norma acabou por ser declarada inconstitucional, com força obrigatória geral, pelo acórdão n.º 61/91, de 13 de Março, publicado no Diário da República, I série A, de 1 de Abril de 1991.
Resta, pois, aplicar ao caso dos autos essa declaração de inconstitucionalidade.
Pelo exposto, fazendo aplicação dessa declaração de inconstitucionalidade, nega-se provimento ao recurso.
Lisboa, 24 de Abril de 1991.
Mário de Brito
José de Sousa e Brito
Bravo Serra
Messias Bento
Fernando Alves Correia
Luís Nunes de Almeida
José Manuel Cardoso da Costa.