Constitutional court dismisses public prosecution appeal applying general force of prior unconstitutionality declaration.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court dismissed the Public Prosecutor's appeal against a lower court's decision to calculate a work accident pension using an older regulation. The lower court had declared a specific clause of the newer regulation unconstitutional and applied the older table instead. The court upheld this by enforcing the general binding force of its previous ruling that invalidated the contested clause.
Legislator headnote
AI generatedPortaria n.º 632/71; Portaria n.º 760/85: When a court declares a norm unconstitutional with general binding force, that declaration must be applied to all pending cases, overriding conflicting regulations.
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ACÓRDÃO N
ACÓRDÃO N.º 98/91
Processo n.º 200/91
2ª Secção
Relator: Conselheiro Messias Bento
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:
I – Relatório:
1. A. sofreu um acidente de trabalho quando, em 1 de Dezembro de 1989, trabalhava como pescador artesanal sob as ordens, a direcção e fiscalização de B., do que lhe resultou uma incapacidade de 0,14.
O sinistrado acordou com a Mútua dos Pescadores em receber a pensão anual vitalícia de 41.487$00 e requereu a respectiva remição – o que foi autorizado pelo juiz, que ordenou que o cálculo do respectivo capital se fizesse com recurso à tabela da Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro, e não à da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, uma vez que teve por inconstitucional a alínea b) do n.º 3° deste último diploma.
2. É desta decisão que vem o presente recurso, interposto pelo Ministério Público.
3. O Procurador-Geral Adjunto entende que se deve aplicar ao caso dos autos a declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do acórdão n.º 61/91.
4. Com dispensa de vistos, cumpre decidir.
II. Fundamentos:
Este Tribunal, pelo acórdão n.º 61/91, publicado no Diário da República, I-A série, de 1 de Abril, declarou inconstitucional, com força obrigatória geral, a norma da alínea b) do n.º 3° da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro.
Há, pois, que aplicar tal declaração de inconstitucionalidade ao caso dos autos.
III. Decisão:
Pelos fundamentos expostos, em aplicação da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do acórdão n.º 61/91, nega-se provimento ao recurso.
Lisboa, 24 de Abril de 1991.
Messias Bento
Fernando Alves Correia
Bravo Serra
José de Sousa e Brito
Mário de Brito
Luís Nunes de Almeida
José Manuel Cardoso da Costa.