Legislator Case Law & Legislation
359/90 AI generated

Constitutional Court dismisses appeal after declaring the challenged work injury regulation unconstitutional in a prior ruling.

Case Number 359/90
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

AI generated

The Constitutional Court denied the mandatory appeal against a labor tribunal judge's refusal to apply a specific work injury regulation. The prosecutor argued the regulation violated constitutional principles regarding worker representation and social progress, but the Court noted a prior full bench decision had already declared the same norm unconstitutional. Consequently, the Court applied that existing declaration of unconstitutionality to the current case and confirmed the lower court's decision.

Legislator headnote

AI generated

Portaria n.º 760/85; The Court declared the challenged regulation unconstitutional based on prior precedent, thereby applying the existing declaration of unconstitutionality to the pending case without re-examining the merits of the constitutional violation.

Keywords

AI generated
declaration of unconstitutionality mandatory appeal labor law regulation prior precedent application social progress principle worker representation Constitutional Court ruling

Cited Legislation

AI generated
Art. 2.º, n.º 1, alínea h) da Lei n.º 16/79
Art. 55.º, alínea d) da Constituição
Art. 57.º, n.º 2, alínea a) da Constituição
Art. 281.º da Constituição
Art. 282.º da Constituição

Cited Case Law

AI generated
Acórdão n.º 61/91
AI generated

Need to analyze how this precedent applies to your matter?

Cross-reference this judgment against statutes, commentaries, and subsequent citing case law inside Legislator AI.

Open in Legislator →

Full text

ACÓRDÃO N

ACÓRDÃO N.º 87/91

Processo n.º 359/90

1ª Secção

Relator: Conselheiro Vítor Nunes de Almeida

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:

1- No presente processo emergente de acidente de trabalho e em que e sinistrado A. e responsável a Companhia de Seguros Império, E.P., que corre termos no Tribunal do Trabalho de Viana do Castelo, o digno Agente do Ministério Público junto deste Tribunal veio interpor recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional, do despacho de 24 de Outubro de 1990, do senhor juiz daquele Tribunal que recusou a aplicação, por inconstitucionalidade, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, mandando aplicar ao cálculo do capital da remição da pensão fixada nos autos as tabelas anexas à Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro.

2- Apenas o Procurador-Geral Adjunto em exercício neste Tribunal apresentou alegações, onde concluiu pela forma seguinte:

"1 - A norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, versando sobre matéria de legislação do trabalho (artigo 2.º, n.º 1, alínea h), da Lei n.º 16/79, de 26 de Maio), foi editada sem a participação das organizações representativas dos trabalhadores e é, por isso, inconstitucional, por violação do disposto nos artigos 55.º, alínea d) e 57.º, n.º 2, alínea a), da Constituição;

2 - Tal norma e ainda materialmente inconstitucional, na medida em que reduz o direito dos trabalhadores com menos de 77 anos de idade â protecção contra a diminuição de capacidade para o trabalho, através da degradação do capital da remição, assim violando o princípio da proibição do retrocesso social, decorrente do principio da democracia económica e social."

3- Durante a pendência do presente processo, foi publicado o Acórdão n.º 61/91, de 13 de Março através do qual este Tribunal, em plenário, declarou, além do mais, a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, "por violação do princípio da precedência da lei – decorrente, designadamente dos n.ºs 6 e 7 do artigo 115.º e do artigo 202.º, alínea c), da Constituição – e também por violação do artigo 201.º, n.º 1, alínea a)", da Lei Fundamental (publicado no Diário da República, 1ª Série A, n.º 75, de 1 de Abril de 1991).

Assim, há apenas que proceder à aplicação ao caso dos autos da referida declaração de inconstitucionalidade.

4- Nestes termos, de acordo com o preceituado nos artigos 281.º e 282.º da Constituição da República, aplicando aos autos a decretada declaração de inconstitucionalidade, decide-se negar provimento ao recurso, confirmando-se, na parte impugnada, a decisão recorrida.

Lisboa, 23 de Abril de 1991.

Vítor Nunes de Almeida

Alberto Tavares da Costa

António Vitorino

Maria da Assunção Esteves

Armindo Ribeiro Mendes

Antero Alves Monteiro Diniz

José Manuel Cardoso da Costa.