Portuguese Constitutional Court dismisses appeal confirming a lower court's conviction based on a previously declared unconstitutional law.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court of Portugal dismissed the Public Prosecutor's appeal against a criminal conviction. The lower court had convicted the defendant under Article 9 of a Customs Law but declared that specific article unconstitutional, instead applying a similar provision from the Contencioso Aduaneiro diploma. The Court ruled that since the contested norm was already declared unconstitutional with general binding force by a prior decision, the lower court's conviction based on the alternative valid provision must stand.
Legislator headnote
AI generatedArt. 24.º da Constituição da República Portuguesa; Art. 22.º do Código de Processo Constitucional: When a norm is declared unconstitutional with general binding force, courts must apply that declaration to pending cases, confirming judgments based on valid alternative provisions rather than overturning them.
Keywords
AI generatedCited Legislation
AI generatedCited Case Law
AI generatedRelated Decisions
AI generatedFull text
ACÓRDÃO Nº 49/90
ACÓRDÃO N.º 49/90
Processo n.º 194/89
2ª Secção
Relator: Conselheiro Luís Nunes de Almeida
Acordam na 2ª secção do Tribunal Constitucional:
1. A. foi julgado no Tribunal Judicial da Comarca de Valença, tendo o juiz entendido que os factos de que vinha acusado se enquadravam na previsão do artigo 9.º, n.ºs 1 e 2, alínea a), do Decreto-Lei n.º 424/86, de 27 de Dezembro. Todavia, por julgar inconstitucionais as normas em causa, condenou o réu pela prática de infracções previstas no Contencioso Aduaneiro, diploma que considerou repristinado.
Desta decisão interpôs o M.ºP.º recurso para o Tribunal Constitucional, restrito a questão da inconstitucionalidade do artigo 9.º, n.º 2, alínea a), do referido Decreto-Lei n.º 424/86.
Nas suas alegações neste Tribunal, o Exmo. Procurador-Geral Adjunto sustenta que, dada a declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma em causa, entretanto ocorrida, há que confirmar a decisão recorrida, na parte impugnada, em aplicação daquela declaração de inconstitucionalidade.
Há, agora, que decidir, independentemente de vistos.
2. A norma em questão foi efectivamente declarada inconstitucional, com força obrigatória geral, pelo Acórdão n.º 414/89, deste Tribunal (publicado no Diário da República, I série, de 3 de Julho de 1989).
Assim, apenas há, com efeito, que aplicar aquela declaração ao caso dos autos.
3. Nestes termos, nega-se provimento ao recurso.
Lisboa, 21 de Fevereiro de 1990
Luís Nunes de Almeida
Mário de Brito
Fernando Alves Correia
Messias Bento
José de Sousa e Brito
Bravo Serra
José Manuel Cardoso da Costa