Portuguese Constitutional Court dismisses appeal after new ruling invalidates previously unapplied legal segment. The court confirms the lower court's decision based on a subsequent constitutional declaration. The court applies a new general binding declaration to correct the earlier partial invalidation. The court rules that the new declaration supersedes the previous partial ruling. The court mandates the application of the new invalidation to the case. The court dismisses the appeal as the new ruling clarifies the legal status. The court confirms the lower court's decision based on the new constitutional finding. The court applies the new general binding declaration to the case. The court dismisses the appeal because the new ruling invalidates the contested norm segment. The court confirms the lower court's decision based on the new constitutional finding.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court dismissed the Deputy Prosecutor's appeal against a lower court decision that refused to apply a specific segment of a law. The lower court had previously declared that segment unconstitutional but had not applied it until a new Constitutional Court ruling explicitly invalidated the same segment with general binding force. The court rejected the appeal, confirming the lower court's refusal to apply the norm based on this subsequent, definitive constitutional declaration.
Legislator headnote
AI generatedArt. 280.º, n.º 1, alínea a) e 72.º, n.º 3 da Lei n.º 28/82; When a subsequent Constitutional Court ruling declares a legal segment organically unconstitutional with general binding force, it supersedes earlier partial declarations, mandating the application of the new ruling to correct the legal status of the case.
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ACÓRDÃO N°
ACÓRDÃO N.º 374/89
Processo n.º 16/89
2.ª Secção
Relator: Conselheiro Magalhães Godinho
Acordam na 2.ª Secção do Tribunal Constitucional
I
No 2.º Juízo de Polícia da comarca do Porto, o respectivo Juiz, ao decidir o recurso interposto por A. da coima que lhe fora aplicada pelo Vice-Governador Civil do Porto, deu razão ao recorrente na parte em que suscitou a inconstitucionalidade orgânica da norma do artigo 15.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 21/85, de 17 de Janeiro, e, por isso, não fez aplicação dessa norma no processo, em virtude de a considerar efectivamente inconstitucional, "tal como foi decidido no Acórdão n.º 116/88, in Diário da República, II Serie, n.º 205 de 5/9/88, no segmento não abrangido pelo Acórdão do Tribunal Constitucional, com força obrigatória geral, n.º 30/88, in Diário da República, n.º 34, de 10/2/88".
Desta decisão, e quanto ao segmento não aplicado, interpôs recurso para este Tribunal Constitucional o Delegado do Procurador da República, nos termos das disposições conjugadas dos artigos 280.º, n.º l, alínea a) e 72.º, n.º 3 da Lei n.º 28/82, de 15 de Novembro.
Admitido o recurso, e chegado a este Tribunal, foi fixado o prazo para alegações, só tendo alegado o Exmo. Procurador-Geral Adjunto em exercício neste Tribunal, sustentando que, tendo, entretanto, sido proferido o Acórdão n.º 120/89, publicado no Diário da República, 1.ª Série, n.º 30, de 4 de Fevereiro de 1989, que declarou, com força obrigatória geral, organicamente inconstitucional o segmento da norma, que não havia sido abrangido na declaração anterior do Acórdão n.º 30/88, constante do artigo 15.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 21/85, de 17 de Janeiro, e que o juiz havia recusado aplicar, só resta fazer aplicação dessa declaração, ao caso sujeito, confirmando-se a decisão recorrida na parte impugnada.
II
Efectivamente assim é, pelo que, sem necessidade de mais, e fazendo aplicação da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do Acórdão n.º 120/89, já atrás citado, decide-se negar provimento ao recurso.
Lisboa, 3 de Maio de 1989
José Magalhães Godinho
Luís Nunes de Almeida
Messias Bento
José Manuel Cardoso da Costa
Mário de Brito
Armando Manuel Marques Guedes