Constitutional Court dismisses appeal confirming general invalidity of regional minimum wage resolution. The court upholds the lower court's refusal to apply the resolution due to its prior general unconstitutionality declaration. The court ruled that once a norm is declared invalid with general binding force, the constitutional question is precluded from re-examination in specific cases.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court dismissed the Public Prosecutor's appeal, confirming the lower court's refusal to apply the Regional Government's minimum wage resolution. The Public Prosecutor argued that while the resolution was generally declared unconstitutional, it should still apply to this specific case. The court held that the general declaration of unconstitutionality precludes any re-examination of the constitutional issue, thereby validating the lower court's decision.
Legislator headnote
AI generatedArt. 222.º da Constituição da República Portuguesa; Art. 223.º da Constituição da República Portuguesa: When a norm is declared unconstitutional with general binding force, the constitutional question is precluded from re-examination in subsequent specific cases.
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ACÓRDÃO N° 344/89
ACÓRDÃO N.º 344/89
Processo n.º 545/88
1ª Secção
Relator: Conselheiro Vital Moreira
Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:
O Ministério Público recorreu para o Tribunal Constitucional da decisão do juiz do Tribunal do Trabalho de Ponta Delgada, proferida em autos emergentes de acidente de trabalho, a qual recusou, com fundamento em inconstitucionalidade orgânica e formal (bem como em ilegalidade), a aplicação da Resolução n.º 5/88, de 28/1/88, do Governo Regional dos Açores, publicada no Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores, I Série, da mesma data, que fixa os valores da remuneração mínima mensal a observar naquela Região Autónoma, a partir de 1/1/88.
Em alegações neste Tribunal Constitucional o Ministério Público, invocando o Acórdão n.º 268/88, de 29 de Novembro, pelo qual o Tribunal Constitucional declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, das normas da referida resolução, defende que só resta aplicar tal declaração ao caso concreto.
Efectivamente, as normas da Resolução n.º 5/88, de 28/1/88, do Governo Regional dos Açores foram globalmente declaradas inconstitucionais com força obrigatória geral, pelo Acórdão n.º 268/88, de 29 de Novembro de 1988, deste Tribunal, publicado no Diário da República, I Série, de 21 de Dezembro. Foi por motivo de inconstitucionalidade que na decisão recorrida se recusou a aplicação de tais normas, dando origem ao presente recurso. Com a declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral, fica porém precludida a reapreciação da questão de constitucionalidade.
Nestes termos, em aplicação da declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral constante do citado Acórdão n.º 268/88, confirma-se a decisão recorrida quanto à inconstitucionalidade das normas Resolução n.º 5/88, do Governo Regional dos Açores.
Lisboa, 12 de Abril de 1989
Vital Moreira
Antero Alves Monteiro Diniz
Raul Mateus
Martins da Fonseca
José Magalhães Godinho