Portuguese Constitutional Court declares regional salary minimum resolution unconstitutional and dismisses public prosecutor's appeal.
Legislator summary
AI generatedThe public prosecutor appealed a labor court decision refusing to update a death pension using a specific Azores salary minimum resolution. The court confirmed that a prior ruling had already declared this resolution unconstitutional with general binding force. Consequently, the appeal was dismissed because the court must apply the established declaration of unconstitutionality to the case.
Legislator headnote
AI generatedDecreto-Lei n.º 411/87; Resolução n.º 5/88/A: The Constitutional Court established that when a norm is declared unconstitutional with general binding force, it must be applied to pending cases, overriding conflicting administrative decisions.
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ACÓRDÃO N°
ACÓRDÃO N°. 58/89
Processo n.º 540/88
2ª Secção
Relator: Conselheiro Messias Bento
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:
I. Relatório:
1. A. está a receber uma pensão, que lhe é devida por morte de seu pai, B., que perdeu a vida num acidente de trabalho.
Veio-se, entretanto, actualizar essa pensão com base no salário mínimo fixado para o sector respectivo pelo Decreto-Lei n.º 411/87, de 31 de Dezembro.
O Magistrado do Ministério Público no Tribunal do Trabalho de Ponta Delgada, pretendeu, no entanto, que a actualização se fizesse tomando por base de cálculo o salário mínimo fixado para os Açores pela Resolução n.º 5/88/A, de 28 de Janeiro, publicada no Jornal Oficial, I serie, n.º 4, de 28 de Janeiro de 1988.
O M°. Juiz, porém, recusou-se a aplicar a referida Resolução n.º 5/88/A, por a considerar ferida de inconstitucionalidade e ilegalidade.
2. É desta decisão que vem o presente recurso interposto pelo Magistrado do Ministério Público.
Neste Tribunal, o Procurador-Geral Adjunto pronunciou-se no sentido de que se deve confirmar o julgado.
3. Dispensados os vistos, cumpre decidir.
II. Fundamentos:
4. Este Tribunal, pelo seu Acórdão n.º 268/88, publicado no Diário da República, I série, de 21 de Dezembro de 1988, declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, das normas da mencionada Resolução n.º 5/88/A, de 28 de Janeiro.
Assim sendo, neste momento, há apenas que aplicar ao caso dos autos tal declaração de inconstitucionalidade.
III. Decisão:
Isto posto, fazendo aplicação da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do acórdão n.º 268/88, nega-se provimento ao recurso.
Lisboa, 12 de Janeiro de 1989
Messias Bento
José Magalhães Godinho
Mário de Brito
Luís Nunes de Almeida
José Manuel Cardoso da Costa
Armando Manuel Marques Guedes