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487/88 AI generated

Constitutional Court dismisses appeal confirming prior ruling declaring specific salary minimum resolution unconstitutional.

Case Number 487/88
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court dismissed the appeal filed by the Public Prosecutor regarding a labor court judge's refusal to apply a specific salary minimum resolution. The judge had declared Resolution No. 5/88/A unconstitutional and illegal, preventing the insurer from updating pensions based on its terms. The Court upheld the lower court's decision by citing its own prior ruling which already declared the contested resolution unconstitutional with general binding force.

Legislator headnote

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Acórdão n.º 268/88; The court established that when a constitutional court declares a normative act unconstitutional with general binding force, lower courts must apply that declaration and cannot rule on the act's constitutionality again.

Keywords

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constitutional review general binding force recurso de inconstitucionalidade salário mínimo força obrigatória geral

Cited Legislation

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Acórdão n.º 268/88
Isto posto, fazendo aplicação da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do acórdão n.º 268/88, nega-se provimento ao recurso.
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Full text

ACÓRDÃO N

ACÓRDÃO N.º 54/89

Processo n.º 487/88

2ª Secção

Relator: Conselheiro Messias Bento

Acordam na 2.ª Secção do Tribunal Constitucional: Relatório:

1. A. e B. estão a receber uma pensão anual da Tranquilidade Seguros, E.P., por virtude de C., pai do primeiro e irmão do segundo, haver perdido a vida num acidente de trabalho que sofrera.

Entretanto, a seguradora veio actualizar a referida pensão com base no salário mínimo fixado pelo Decreto-Lei n.º 411/87, de 31 de Dezembro.

O Magistrado do Ministério Público no Tribunal do Trabalho de Ponta Delgada pretendeu, no entanto, que a actualização se fizesse tomando por base de cálculo o salário mínimo fixado para os Açores pela Resolução n.º 5/88/A, publicada no Jornal Oficial, I série, n.º 4, de 28 de Janeiro de 1988.

O Mm.º Juiz, porém, recusou-se a aplicar a Resolução n.º 5/88/A, por a considerar ferida de inconstitucionalidade e ilegalidade.

2. É desta decisão que vem o presente recurso interposto pelo Magistrado do Ministério Público.

Neste Tribunal, o Procurador-geral Adjunto pronunciou-se no sentido de que se devia confirmar o julgado.

3. Dispensados os vistos, cumpre decidir

II. Fundamentos;

4. Este Tribunal, pelo seu acórdão n.º 268 /88, publicado no Diário da República, I série, de 21 de Dezembro de 1988, declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, das normas da mencionada Resolução n.º 5/88/A, de 28 de Janeiro.

Assim, neste momento, há apenas que aplicar ao caso dos autos tal declaração de inconstitucionalidade.

III. Decisão:

Isto posto, fazendo aplicação da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do acórdão n.º 268/88, nega-se provimento ao recurso.

Lisboa, 12 de Janeiro de 1989

Messias Bento

José Magalhães Godinho

Mário de Brito

Luís Nunes de Almeida

José Manuel Cardoso da Costa

Armando Manuel Marques Guedes