Constitutional Court dismisses appeal confirming prior declaration of unconstitutionality of specific salary minimum resolution.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court rejected the Public Prosecutor's appeal against a labor court decision refusing to update a work accident pension using a specific regional salary minimum resolution. The labor judge had previously declared the resolution unconstitutional and illegal, a stance the Constitutional Court had already affirmed in a prior ruling (Acórdão n.º 268/88). Consequently, the court applied that existing declaration of unconstitutionality with general binding force to deny the appeal, upholding the lower court's refusal to apply the contested resolution.
Legislator headnote
AI generatedAcórdão n.º 268/88; Declaration of unconstitutionality with general binding force: Once a norm is declared unconstitutional with general binding force, it must be applied as such in all subsequent cases, preventing its use even if a lower court initially refused to apply it.
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Acórdão n
ACÓRDÃO N.º 44/89
Processo n.º 329/88
2ª Secção
Relator: Conselheiro Messias Bento
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:
I. Relatório:
1. A. está a receber da Fidelidade – Grupo Segurador, EP, uma pensão anual vitalícia, por virtude de um acidente de trabalho que sofrera.
Entretanto, a seguradora veio actualizar a referida pensão com base no salário mínimo fixado para o sector respectivo pelo Decreto-Lei n.º 411/87, de 31 de Dezembro.
O Magistrado do Ministério Público no Tribunal do Trabalho de Ponta Delgada pretendeu, no entanto, que a actualização se fizesse tomando por base de cálculo o salário mínimo fixado para os Açores pela Resolução n.º 5/88/A, de 28 de Janeiro, publicada no Jornal Oficial, I série, n.º 4, de 28 de Janeiro de 1988.
O M.º Juiz, porém, recusou-se a aplicar a referida Resolução n.º 5/88/A, por a considerar ferida de inconstitucionalidade e ilegalidade.
2. É desta decisão que vem o presente recurso interposto pelo Magistrado do Ministério Público.
Neste Tribunal, o Procurador-Geral Adjunto pronunciou-se no sentido de que se deve confirmar o julgado.
3. Corridos os vistos, cumpre decidir.
II. Fundamentos:
4. Este Tribunal, pelo seu Acórdão n.º 268/88, publicado no Diário da República, I série, de 21 de Dezembro de 1988, declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, das normas da mencionada Resolução n.º 5/88/A, de 28 de Janeiro de 1988.
Assim sendo, neste momento, há apenas que aplicar ao caso dos autos tal declaração de inconstitucionalidade.
III. Decisão:
Isto posto, fazendo aplicação da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do acórdão n.º 268 /88, nega-se provimento ao recurso.
Lisboa, 12 de Janeiro de 1989
Messias Bento
José Magalhães Godinho
Mário de Brito
Luís Nunes de Almeida
José Manuel Cardoso da Costa
Armando Manuel Marques Guedes