Legislator Case Law & Legislation
261/86 AI generated

Court confirms lower court's declaration that prison penalty for unlicensed motor scooter driving is unconstitutional.

Case Number 261/86
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Allowed / Granted

Legislator summary

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The lower court declared the prison penalty for driving a motor scooter without a license unconstitutional and ordered the release of the detained individual. The Ministry of Public Prosecution appealed, requesting confirmation of this decision. The Constitutional Tribunal upheld the lower court's ruling, citing a prior abstract control judgment that already established the unconstitutionality of this specific provision.

Legislator headnote

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Art. 281.º n.º 2 da CRP; Art. 207.º da CRP: When a provision previously declared unconstitutional with general binding force is re-examined in a concrete case, the court must apply the prior declaration without re-evaluating the constitutional issue.

Keywords

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Constitutional Control Abstract Control General Binding Force Re-examination Prohibition Motor Scooter Licensing Prison Penalty Constitutional Precedent

Cited Legislation

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Art. 281.º n.º 2 da CRP
Art. 207.º da CRP
Decreto-Regional n.º 21/80/A, de 11 de Setembro, art. 7.º
Acórdão n.º 37/87
art.º 207.º da Constituição
“ Assim sendo, nos termos do estatuído no art.º 207.º da Constituição, não pode o Tribunal aplicar a referida norma nessa parte”.
art.º 281.º da CRP

Cited Case Law

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Acórdão n.º 37/87
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Full text

ACÓRDÃO Nº 128/87

ACÓRDÃO N.º 130/87

Processo n.º 261/86

1ª Secção

Relator: Conselheiro Martins da Fonseca

Acordam no Tribunal Constitucional:

A. foi apresentado no Tribunal da Comarca da Ilha de S. Jorge, para ser julgado em processo sumário, como autor da contravenção punida pelo art.º 7.º do Decreto-Regional n.º 21/80/A, de 11 de Setembro. No entanto, o Mmo Juiz daquele tribunal, no despacho de fls. 4, decidiu:

“ A norma constante do art.º 7.º do Decreto-Regional n.º 21/80/A, de 11 de Setembro, deve considerar-se inconstitucional, na parte em que dela resulta a aplicabilidade de pena de prisão para a transgressão que se traduz em conduzir velocípedes com motor sem que, para tanto, o condutor se ache habilitado com a respectiva carta de condução”.

“ Assim sendo, nos termos do estatuído no art.º 207.º da Constituição, não pode o Tribunal aplicar a referida norma nessa parte”.

E, em consequência, declarou ilegal a prisão efectuada e determinou que o processo fosse autuado como processo de transgressão.

O Ministério Público interpôs recurso e o seu representante, junto deste Tribunal, pede que se confirme a decisão recorrida.

Tudo visto.

A decisão recorrida só desaplicou o art.º 7.º do Decreto-Regional n.º 21/80/A, e na parte em que ele prevê directamente uma pena de prisão para a infracção ao disposto naquele diploma sobre a exigência da carta de condução de velocípedes com motor na Região dos Açores. Por conseguinte, só esse preceito e nessa parte, é que está em apreciação.

Posto isto, é de referir imediatamente que tal norma, na parte questionada, já foi diversas vezes julgada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional e até já constituiu objecto de um processo de fiscalização abstracta, nos termos do n.º 2 do art.º 281.º da CRP, que deu lugar ao Acórdão n.º 37/87, publicado no D.R n.º 63 de 17 de Março de 1987, I série, que tornou definitiva aquela jurisprudência, declarando a sua inconstitucionalidade com força obrigatória geral.

Tal acórdão afasta naturalmente o reexame da questão.

Nestes termos, decide-se aplicar ao caso dos autos a declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral do artigo 7.º do Decreto Regional n.º 21/80/A na parte em que por remissão para o art.º 46.º, n.º 1 do Código da Estrada prevê a pena de prisão para infracção prevista no artigo 1.º daquele diploma e em consequência confirmar a decisão recorrida.

Lisboa, 8 de Abril de 1987.

Martins da Fonseca

Vital Moreira

Raul Mateus

Antero Alves Monteiro Diniz

Armando Manuel Marques Guedes