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820/03 AI generated

820/03 · Tribunal Constitucional

Case Number 820/03
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)

Legislator summary

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O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, notificado da Decisão Sumária proferida nestes autos – que, reiterando os fundamentos do Acórdão n.º 288/04 (votado em plenário), não julgou inconstitucional a norma constante do artigo 29.º, alínea e), das “Bases da concessão do serviço público de telecomunicações”, anexas ao Decreto-Lei n.º 40/95, de 15 de Fevereiro, concedendo assim provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 70.º da Lei do Tribunal Constitucional (LTC) –, veio reclamar para a conferência ao abrigo do disposto no artigo 78.º - A, n.º 3, da LTC, sustentando que o contrato de concessão consubstanciado no Decreto-Lei n.º 40/95 viola os artigos 165.º, n.º 1, alíneas q) e v), e 238.º, n.os 1, 3 e 4, da Constituição da República Portuguesa; que o artigo 1.º desse Decreto-Lei e o artigo 29.º, alínea e), do seu anexo, são inconstitucionais; e que, se não for esse o entendimento do Tribunal Constitucional, este deve recusar a aplicação da norma do citado artigo 29.º, alínea e), com fundamento em ilegalidade por violação de lei com valor reforçado (a Lei das Finanças Locais – Lei n.º 1/87, de 6 de Janeiro), ex vi do disposto no artigo 79.º - C da LTC.

Legislator headnote

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820/03 · Tribunal Constitucional: O representante do Ministério Público junto deste Tribunal respondeu, sustentando o indeferimento da reclamação.

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869/03
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, notificado da Decisão Sumária proferida nestes autos – que, reiterando os fundamentos do Acórdão n.º 288/04 (votado em plenário), não julgou inconstitucional a norma constante do artigo 29.º, alínea e), das “Bases da concessão do serviço público de telecomunicações”, anexas ao Decreto-Lei n.º 40/95, de 15 de Fevereiro, concedendo assim provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 70.º da Lei do Tribunal Constitucional (LTC) –, veio reclamar para a conferência ao abrigo do disposto no artigo 78.º - A, n.º 3, da LTC, sustentando que o contrato de concessão consubstanciado no Decreto-Lei n.º 40/95 viola os artigos 165.º, n.º 1, alíneas q) e v), e 238.º, n.os 1, 3 e 4, da Constituição da República Portuguesa; que o artigo 1.º desse Decreto-Lei e o artigo 29.º, alínea e), do seu anexo, são inconstitucionais; e que, se não for esse o entendimento do Tribunal Constitucional, este deve recusar a aplicação da norma do citado artigo 29.º, alínea e), com fundamento em ilegalidade por violação de lei com valor reforçado (a Lei das Finanças Locais – Lei n.º 1/87, de 6 de Janeiro), ex vi do disposto no artigo 79.º - C da LTC.
868/03
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa vem, ao abrigo do dis­posto no n.º 3 do artigo 78.º‑A da Lei do Tribunal Constitu­cional (LTC), reclamar para a con­ferência da Decisão Sumária do relator que, no uso da faculdade conferida pelo n.º 1 do mesmo preceito, não julgou inconstitucional, pelos fundamentos constantes do Acórdão n.º 288/2004 do Tribunal Constitucional, votado em plenário, a norma constante do artigo 29.º, alínea e), das “Bases da concessão do serviço público de telecomunicações”, anexas ao Decreto‑Lei n.º 40/95, de 15 de Fevereiro; e, conse­quentemente, concedeu provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público, nos termos dos artigos 70.º, n.º 1, alínea a), e 72.º, n.º 3, da LTC.
TC_20040430
Nos presentes autos de fiscalização concreta da constitucionalidade, a Relatora proferiu a seguinte Decisão Sumária: Nos presentes autos de fiscalização concreta da constitucionalidade, vindos do Tribunal Tributário de 1ª Instância de Lisboa, em que figura como recorrente o Ministério Público e como recorrida a Fazenda Pública, é submetida à apreciação do Tribunal Constitucional a norma da alínea e) do artigo 29º do Decreto‑Lei nº 40/95, de 15 de Fevereiro.
803/03
O Ministério Público vem recorrer para o Tribunal Constitucional, ao abrigo do disposto nos artigos 70º, n.º 1, alínea a), e 72º, n.º 3, da Lei de Organização, Funcionamento e Processo do Tribunal Constitucional, da sentença do Tribunal Tributário de 1ª Instância de Lisboa (5.º Juízo), de 25 de Setembro de 2003, dizendo que esta “desaplicou o normativo inserto no artigo 29º, alínea e), do DL n.º 40/95, de 15 de Fevereiro, por, pretensamente, violar o determinado nos artigos 168º, n.º 1, alínea s), e 240º, n.ºs 1 e 3”, da Constituição da República Portuguesa, na versão da Lei Constitucional n.º 1/92, de 25 de Novembro, com este fundamento tendo julgado improcedente a impugnação deduzida por A. contra a liquidação, no montante de 9330$00, de taxa de ocupação da via pública (por um armário de distribuição telefónica) relativa ao ano de 1995, que lhe fora efectuada pela Câmara Municipal de Lisboa, nos termos do artigo 16º, n.º 3, da Tabela de Taxas e outras Receitas Municipais do Município de Lisboa para 1995.
TC_20020415
1 – A, identificada nos autos, impugnou judicialmente a liquidação da receita fiscal autárquica denominada "compensação por despesas de fiscalização de obras", efectuada pela Câmara Municipal de Lisboa, na sequência da abertura de valas no subsolo do domínio público, para colocação ou reparação de infra-estruturas de telecomunicações.

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Full text

Acórdão 432/04

ACÓRDÃO N.º 432/2004

Processo n.º 820/03

2.ª Secção

Relator: Conselheiro Benjamim Rodrigues

Acordam em conferência na 2.ª Secção do Tribunal Constitucional

A- O relatório

1. O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, notificado da Decisão Sumária proferida nestes autos – que, reiterando os fundamentos do Acórdão n.º 288/04 (votado em plenário), não julgou inconstitucional a norma constante do artigo 29.º, alínea e), das “Bases da concessão do serviço público de telecomunicações”, anexas ao Decreto-Lei n.º 40/95, de 15 de Fevereiro, concedendo assim provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 70.º da Lei do Tribunal Constitucional (LTC) –, veio reclamar para a conferência ao abrigo do disposto no artigo 78.º - A, n.º 3, da LTC, sustentando que o contrato de concessão consubstanciado no Decreto-Lei n.º 40/95 viola os artigos 165.º, n.º 1, alíneas q) e v), e 238.º, n.os 1, 3 e 4, da Constituição da República Portuguesa; que o artigo 1.º desse Decreto-Lei e o artigo 29.º, alínea e), do seu anexo, são inconstitucionais; e que, se não for esse o entendimento do Tribunal Constitucional, este deve recusar a aplicação da norma do citado artigo 29.º, alínea e), com fundamento em ilegalidade por violação de lei com valor reforçado (a Lei das Finanças Locais – Lei n.º 1/87, de 6 de Janeiro), ex vi do disposto no artigo 79.º - C da LTC.

O representante do Ministério Público junto deste Tribunal respondeu, sustentando o indeferimento da reclamação.

Cumpre agora decidir.

B- A fundamentação

2. Tal como se concretizou no processo n.º 868/03 desta 2.ª secção, importa reconhecer que, estando em causa um recurso interposto ao abrigo do artigo 70.º, n.º 1, alínea a) da LTC – cujo objecto foi definido pelo recorrente como versando tout court a questão da inconstitucionalidade da norma do artigo 29.º, alínea e), das “Bases da concessão do serviço público de telecomunicações”, anexas ao Decreto-Lei n.º 40/95, de 15 de Fevereiro –, não pode o Tribunal Constitucional proceder quer ao alargamento do âmbito desse recurso à questão da inconstitucionalidade do “contrato de concessão” e do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 40/95, quer à “convolação” de tal recurso num “recurso de ilegalidade” por pretensa violação de lei com valor reforçado, porquanto, no que tange especificamente com este último aspecto, os poderes de cognição atribuídos ao Tribunal Constitucional pelo artigo 79.º - C da LTC não podem deixar de ser conciliados com a espécie de recurso concretamente em causa: assim, tratando-se de recurso de decisão que recusou a aplicação de norma com fundamento em inconstitucionalidade, o Tribunal Constitucional pode assentar o seu juízo de inconstitucionalidade em fundamentos diversos dos invocados na decisão recorrida, estando-lhe, contudo, vedada uma “convolação” do recurso que determinasse a apreciação de um novo pedido de fiscalização com fundamento em ilegalidade.

C- A decisão

3. Destarte, pelo exposto, acordam em indeferir a presente reclamação.

Sem custas.

Lisboa, 16 de Junho de 2004

Benjamim Rodrigues

Maria Fernanda Palma

Rui Manuel Moura Ramos