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173/91 AI generated

173/91 · Tribunal Constitucional

Case Number 173/91
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)

Legislator summary

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Por despacho de 14 de Fevereiro de 1991, o juiz do Tribunal de Trabalho da Covilhã homologou o acordo celebrado entre o sinistrado em acidente de trabalho A. e a COMPANHIA DE SEGUROS " B.", que atribuiu àquele a pensão anual de 12.134$00, obrigatoriamente remível, tendo logo determinado que no cálculo do respectivo capital se utilizasse a Tabela I anexa à Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro, por recusar a aplicação da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, com fundamento na sua inconstitucionalidade.

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artigo 201.º, n.º 1, alínea a) da Constituição; 173/91 · Tribunal Constitucional: Deste despacho o Ministério Público interpôs recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional, versando a questão da inconstitucionalidade da norma desaplicada no processo.

Keywords

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pension adjustment calculation of daily allowance invalidity pension rate calculation of severance payment recalculation of disability benefits emoluments, social security benefits

Cited Legislation

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artigo 201.º, n.º 1, alínea a) da Constituição
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Full text

ACÓRDÃO N

ACÓRDÃO N.º 324/91

Processo n.º 173/91

1ª Secção

Relator: Conselheiro António Vitorino

Acordam, na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:

1. Por despacho de 14 de Fevereiro de 1991, o juiz do Tribunal de Trabalho da Covilhã homologou o acordo celebrado entre o sinistrado em acidente de trabalho A. e a COMPANHIA DE SEGUROS " B.", que atribuiu àquele a pensão anual de 12.134$00, obrigatoriamente remível, tendo logo determinado que no cálculo do respectivo capital se utilizasse a Tabela I anexa à Portaria n.º 632/71, de 19 de Novembro, por recusar a aplicação da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, com fundamento na sua inconstitucionalidade.

2. Deste despacho o Ministério Público interpôs recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional, versando a questão da inconstitucionalidade da norma desaplicada no processo.

Neste Tribunal apenas alegou o Procurador-Geral Adjunto.

3. Na pendência do processo, foi publicado no Diário da República, I Série A, n.º 75, de 1 de Abril de 1991 o Acórdão n.º 61/91, de 13 de Março deste Tribunal Constitucional, em que se declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante da alínea b) do n.º 3 da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro, por violação do disposto no artigo 201.º, n.º 1, alínea a) da Constituição da República Portuguesa.

Pelo que, tendo o Relator dispensado os vistos legais, nada mais resta senão proceder à aplicação ao caso concreto da referida declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral.

II

Termos em que, aplicando aos autos a declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral constante do Acórdão n.º 61/91, decide-se negar provimento ao recurso e confirmar, na parte impugnada, a decisão recorrida.

Lisboa, 1 de Julho de 1991

António Vitorino

Armindo Ribeiro Mendes

Antero Alves Monteiro Diniz

Vítor Nunes de Almeida

Alberto Tavares da Costa

Maria da Assunção Esteves

José Manuel Cardoso da Costa