114/89 · Tribunal Constitucional
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AI generatedO Magistrado do Ministério Público junto do Tribunal de Instrução Criminal de Viana do Castelo interpôs recurso para o Tribunal Constitucional do despacho do Juiz daquele Tribunal de Instrução Criminal que, com fundamento na sua inconstitucionalidade, recusou aplicação ao artigo 54.º do Decreto-Lei n.º 424/86, de 27 de Dezembro.
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AI generated114/89 · Tribunal Constitucional: Este Tribunal, pelo seu acórdão n.º 414/89, publicado no Diário da República, I série, de 3 de Julho de 1989, declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, de várias normas do mencionado Decreto-Lei n.º 424/86, de 27 de Dezembro, nelas se incluindo o aqui questionado artigo 54.º.
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ACÓRDÃO Nº 30/90
ACÓRDÃO N.º 30/90
Processo n.º 114/89
2ª Secção
Relator: Conselheiro Messias Bento
Acordam na 2.ª Secção do Tribunal Constitucional:
I. Relatório:
1. O Magistrado do Ministério Público junto do Tribunal de Instrução Criminal de Viana do Castelo interpôs recurso para o Tribunal Constitucional do despacho do Juiz daquele Tribunal de Instrução Criminal que, com fundamento na sua inconstitucionalidade, recusou aplicação ao artigo 54.º do Decreto-Lei n.º 424/86, de 27 de Dezembro.
2. Neste Tribunal, o Procurador-Geral Adjunto concluiu assim as suas alegações:
1.º - É organicamente inconstitucional, por violação do artigo 168.º, n.º 1, alíneas c) e q), da Constituição, a norma constante do artigo 54.º do Decreto-Lei n.º 424/86, de 27 de Dezembro;
2.º - Em conformidade, deve ser confirmada a decisão recorrida, na parte impugnada.
3. Corridos os vistos, cumpre decidir.
II. Fundamentos:
4. Este Tribunal, pelo seu acórdão n.º 414/89, publicado no Diário da República, I série, de 3 de Julho de 1989, declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, de várias normas do mencionado Decreto-Lei n.º 424/86, de 27 de Dezembro, nelas se incluindo o aqui questionado artigo 54.º.
Agora, há tão-só que aplicar ao caso dos autos tal declaração de inconstitucionalidade.
III. Decisão;
Isto posto, fazendo aplicação da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do acórdão n.º 414/89, nega-se provimento ao recurso e, em consequência, confirma-se a decisão recorrida quanto ao julgamento da questão de inconstitucionalidade.
Lisboa, 7 de Fevereiro de 1990
Messias Bento
Mário de Brito
Luís Nunes de Almeida
Fernando Alves Correia
Bravo Serra
José de Sousa e Brito
José Manuel Cardoso da Costa