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16/89 AI generated

16/89 · Tribunal Constitucional

Case Number 16/89
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)

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No 2.º Juízo de Polícia da comarca do Porto, o respectivo Juiz, ao decidir o recurso interposto por A. da coima que lhe fora aplicada pelo Vice-Governador Civil do Porto, deu razão ao recorrente na parte em que suscitou a inconstitucionalidade orgânica da norma do artigo 15.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 21/85, de 17 de Janeiro, e, por isso, não fez aplicação dessa norma no processo, em virtude de a considerar efectivamente inconstitucional, "tal como foi decidido no Acórdão n.º 116/88, in Diário da República, II Serie, n.º 205 de 5/9/88, no segmento não abrangido pelo Acórdão do Tribunal Constitucional, com força obrigatória geral, n.º 30/88, in Diário da República, n.º 34, de 10/2/88".

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16/89 · Tribunal Constitucional: da coima que lhe fora aplicada pelo Vice-Governador Civil do Porto, deu razão ao recorrente na parte em que suscitou a inconstitucionalidade orgânica da norma do artigo 15.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 21/85, de 17 de Janeiro, e, por isso, não fez aplicação dessa norma no processo, em virtude de a considerar efectivamente inconstitucional, "tal como foi decidido no Acórdão n.º 116/88, in Diário da República, II Serie, n.º 205 de 5/9/88, no segmento não abrangido pelo Acórdão do Tribunal Constitucional, com força obrigatória geral, n.º 30/88, in Diário da República, n.º 34, de 10/2/88".

Keywords

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administrative revocation of decision effects of unconstitutionality constitutionality of the laws unconstitutional emergency ordinance civil annulment constitutional revision
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45/89
O Ministério Público recorreu para o Tribunal Constitucional, nos termos dos artigos 280.º, n.ºs 1, a) e 2, da Constituição da República Portuguesa e 70.º, n.º 1, a), e 72.º, n.ºs 1 a), e 3, da Lei n.º 28/82, de 15 de Novembro (Lei do Tribunal Constitucional), da decisão do Juiz do Tribunal de Polícia do Porto (fls. 43) que recusou a aplicação, com fundamento em inconstitucionalidade orgânica, da norma constante do n.º 5 do artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 21/85, de 17/1, no segmento não abrangido pela declaração de inconstitucionalidade decretada pelo Acórdão do Tribunal Constitucional n.º 30/88, e, consequentemente, recebeu o recurso interposto pelo arguido do despacho do Governador Civil do Distrito do Porto aplicativo de coima por contra-ordenação prevista naquele diploma legal, independentemente do prévio depósito do respectivo quantitativo.
274/88
Por delegação do Governador Civil do Porto, a Vice-Governadora Civil do mesmo distrito sancionou A., pela prática da contra-ordenação dos artigos 12.º, n.º 1, e 15.º, n.º 1, alínea h), do Decreto-Lei n.º 21/85, de 17 de Janeiro, com a coima de 50 000$00. Impugnada a decisão, e sem efectuar o depósito de coima previsto na norma do artigo 15.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 21/85, cuja inconstitucionalidade logo invocou, dela recorreu o arguido, nos termos do artigo 59.º e seguintes do Decreto-Lei n.º 433/82, de 27/10, para o Tribunal de Polícia do Porto, onde o Juiz do 1.º Juízo ao qual foi distribuído o processo considerou conforme com a Constituição da República Portuguesa (CRP) aquela norma, indesculpável a ausência do depósito de coima por ela prescrito, e, por isso, não lhe recebeu, ao abrigo do disposto no artigo 63.º, n.º 1, 2.ª parte, do Decreto-Lei n.º 433/82, o recurso atravessado.
318/90
Nestes autos, em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A., o M.m° juiz a quo recusou aplicação à norma constante da alínea b) do n.º 3° da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro.
291/90
Nestes autos, em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A., o M.m° juiz a quo recusou aplicação à norma constante da alínea b) do n.º 3° da Portaria n.º 760/85, de 4 de Outubro.
294/88
1 - O Governador Civil do Distrito do Porto aplicou a A.

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Full text

ACÓRDÃO N°

ACÓRDÃO N.º 374/89

Processo n.º 16/89

2.ª Secção

Relator: Conselheiro Magalhães Godinho

Acordam na 2.ª Secção do Tribunal Constitucional

I

No 2.º Juízo de Polícia da comarca do Porto, o respectivo Juiz, ao decidir o recurso interposto por A. da coima que lhe fora aplicada pelo Vice-Governador Civil do Porto, deu razão ao recorrente na parte em que suscitou a inconstitucionalidade orgânica da norma do artigo 15.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 21/85, de 17 de Janeiro, e, por isso, não fez aplicação dessa norma no processo, em virtude de a considerar efectivamente inconstitucional, "tal como foi decidido no Acórdão n.º 116/88, in Diário da República, II Serie, n.º 205 de 5/9/88, no segmento não abrangido pelo Acórdão do Tribunal Constitucional, com força obrigatória geral, n.º 30/88, in Diário da República, n.º 34, de 10/2/88".

Desta decisão, e quanto ao segmento não aplicado, interpôs recurso para este Tribunal Constitucional o Delegado do Procurador da República, nos termos das disposições conjugadas dos artigos 280.º, n.º l, alínea a) e 72.º, n.º 3 da Lei n.º 28/82, de 15 de Novembro.

Admitido o recurso, e chegado a este Tribunal, foi fixado o prazo para alegações, só tendo alegado o Exmo. Procurador-Geral Adjunto em exercício neste Tribunal, sustentando que, tendo, entretanto, sido proferido o Acórdão n.º 120/89, publicado no Diário da República, 1.ª Série, n.º 30, de 4 de Fevereiro de 1989, que declarou, com força obrigatória geral, organicamente inconstitucional o segmento da norma, que não havia sido abrangido na declaração anterior do Acórdão n.º 30/88, constante do artigo 15.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 21/85, de 17 de Janeiro, e que o juiz havia recusado aplicar, só resta fazer aplicação dessa declaração, ao caso sujeito, confirmando-se a decisão recorrida na parte impugnada.

II

Efectivamente assim é, pelo que, sem necessidade de mais, e fazendo aplicação da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do Acórdão n.º 120/89, já atrás citado, decide-se negar provimento ao recurso.

Lisboa, 3 de Maio de 1989

José Magalhães Godinho

Luís Nunes de Almeida

Messias Bento

José Manuel Cardoso da Costa

Mário de Brito

Armando Manuel Marques Guedes