Portuguese court denies postal submission of administrative appeal when lawyer has office at tribunal seat.
Legislator summary
AI generatedThe Administrative Court of Lisbon rejected the Director of the Maritime Transport Institute's appeal filed via registered mail. The Director argued that the law permits postal submission for lawyers without local offices, but the court found he maintained an office in Lisbon, the tribunal's seat. Consequently, the court ruled that while postal submission is allowed, it does not trigger the special deadline rule for lawyers without local representation, requiring the act's date to be the tribunal's receipt date instead.
Legislator headnote
OfficialRECURSO CONTENCIOSO. PRAZO. REMESSA DA PETIÇÃO PELO CORREIO. DIRECTOR GERAL. COMPETÊNCIA. ACTO VERTICALMENTE DEFINITIVO.
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[AREA TEMATICA 1] DIR ADM CONT - ACTO.
[LEGISLACAO NACIONAL] CPC96 ART150 N2 B. LPTA85 ART35 N5. DL 138-A/97 DE 1997/06/03 ART1 N2 ART8 N2. DL 197/99 DE 1999/06/08 ART17 N1 N2.
[JURISPRUDENCIA NACIONAL] AC STA PROC45297 DE 1997/11/26.; AC STAPLENO PROC40256 DE 1999/04/28.; AC STA PROC44621 DE 2000/04/13.
[DATA DE ENTRADA] 06/20/2003
[Nº CONVENCIONAL] JSTA00059669
[Nº DO DOCUMENTO] SA12003072301151
[OBJECTO] SENT TAC LISBOA.
[RECORRENTE] DIRECTOR DO INST PORTUÁRIO DOS TRANSPORTES MARÍTIMOS
[RECORRIDO 1] A...
[REFERENCIA A DOUTRINA] MARCELLO CAETANO MANUAL DE DIREITO ADMINISTRATIVO VI 10ED PAG247.
[URL] https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/5EA59AF1D2852FF880256DA90033D97F?OpenDocument
SUMÁRIO
I - Competência é, pois, o conjunto de poderes funcionais que a lei confere para a prossecução das atribuições das pessoas colectivas públicas repartindo-os pelos órgãos das pessoas colectivas.
II - Relativamente à inserção da competência nas relações inter - orgânicas a mesma pode ser dependente ou independente, conforme o órgão seu titular esteja, ou não, integrado numa hierarquia. A competência dependente abrange a competência comum e a competência própria, podendo no primeiro tipo tanto o superior como o subalterno tomar a decisão sobre o mesmo assunto, valendo a primeira que for manifestada, já a competência própria existe quando o poder de praticar um certo e determinado acto é atribuído directamente por lei a um órgão subalterno.
III - A competência própria engloba três hipóteses: a competência separada quando do acto praticado pelo subalterno cabe recurso hierárquico necessário (regime regra português), competência reservada quando do acto praticado pelo subalterno, além do recurso contencioso normal, tal acto é passível de recurso hierárquico facultativo e competência exclusiva quando o acto praticado pelo subalterno não cabe qualquer tipo de recurso hierárquico, podendo, todavia, o seu superior hierárquico ordenar-lhe a revogação do mesmo.
IV - Quando o Presidente de um Instituto tem o estatuto pessoal equiparado ao de director-geral os actos por si praticados podem não ter a natureza dos actos praticados pelos Directores-Gerais, há que atender ao regime jurídico constante do diploma que cria e regulamenta o instituto de que é presidente.
V - O artº 150º nº 2 al. b) do CPC não se aplica no contencioso administrativo nas hipóteses em que o Advogado tenha escritório na comarca da sede do tribunal.
Para estas situações rege o artº 35º nº 5 da LPTA, que é uma norma especial, só permitindo o envio da petição pelo correio e sob registo, à secretaria do tribunal a que é dirigida, quando o respectivo signatário não tiver escritório na comarca da sede do tribunal à qual é dirigida.
A contrario sensu, quando o signatário tiver escritório na sede do tribunal à qual é dirigida tal petição, não lhe está vedado o envio da mesma pelo correio, só que não beneficia do disposto no artº 150º nº 2 al. b) do CPC, ou seja, a data do prazo da prática do acto processual não é a do registo do correio, mas sim, o da entrada da respectiva peça na secretaria do tribunal.
VI - O facto de ter sido proferida decisão a declarar competente o TAC de Lisboa, julgando-se incompetente o TAC do Porto, em nada afecta a aplicação do regime do artº 150º nº 2 al. b) do CPC, pois tal decisão é-lhe posterior, em nada contendendo com a aplicação de tal regime, cujo pressuposto é o do advogado signatário não ter escritório na comarca da sede do tribunal à qual é dirigida a petição